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Postado em 23 de Março às 15h08

Maior destaque na energia eólica no cenário brasileiro

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Messtechnik | Instalação e manutenção de estações de medição anemométrica | Sensor e potencial eólico Após um período de dois anos sem contratação de novas usinas, as empresas tinham grande interesse em participar dos...

Após um período de dois anos sem contratação de novas usinas, as empresas tinham grande interesse em participar dos dois leilões realizados pelo Ministério de Minas e Energia (MME). Os Leilões de Energia Nova “A-4” e A-6” realizados, respectivamente, no dia 18 de dezembro e 20 de dezembro foram marcados pela forte concorrência. E isso trouxe resultados positivos.

No leilão “A-4”, o custo médio da energia eólica foi de R$ 108,00/MWh. Significativamente mais baixo que comparado as outras matrizes energéticas, por exemplo: os preços médios de venda por produto foram R$ 181,63/MWh (hidrelétrica), R$ 234,92/MWh (biomassa) e R$ 145,68/MWh (solar).

De acordo com Elbia Gannoum, presidente-executiva da Abeeolica, ainda é cedo para falar em um novo patamar de preços.

“Foi o primeiro leilão em dois anos. Precisaremos de mais tempo para entender melhor esse deságio, que reflete diversos fatores, como queda de juros, menor custo de capital, negociação com fabricantes. Cada empreendedor tem sua estratégia. O mais importante é a retomada dos investimentos.”

Tudo isso se reflete nos resultados. O leilão realizado na quarta-feira movimentou um total de R$ 13,94 bilhões em investimentos que se converteram em novas usinas, totalizando 2,93 GW que estarão disponíveis a partir de 2023. A energia eólica representou por 26% da potência a ser instalada e por 49 dos 63 empreendimentos contratados.

Mesmo com a maior possibilidade de aquecimento do mercado, devido os preços baixos, esse é momento de maior fiscalização, como diz o diretor da ANEEL — Reive Barros dos Santos:

“O desafio agora é assegurar que as empresas entreguem no prazo estabelecido e na qualidade desejada. Esses preços mais competitivos vão ensejar a necessidade de um acompanhamento mais de perto para evitar uma situação, como a que se vê hoje, de empreendimentos revogados porque não conseguiram entregar.”

Um dos motivos que explica os preços competitivos gerados nos leilões foi a maior quantidade de empresas com bala na agulha. “Houve uma criatividade maior das empresas. Não se basearam só em financiamento de longo prazo do BNDES”, disse Luiz Barroso, presidente da EPE (estatal responsável pelo planejamento do setor de energia no país).

Fontes:
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/12/1944853-energia-eolica-e-solar-atingem-patamar-mais-baixo-de-precos-no-brasil.shtml
http://epe.gov.br/sites-pt/publicacoes-dados-abertos/publicacoes/PublicacoesArquivos/publicacao-268/Informe%20Leil%C3%B5es%202017%20-%20Portugues.pdf
https://www.canalenergia.com.br/noticias/53045554/dominado-por-solar-leilao-a-4-termina-com-contratacao-de-2287-mw-medios

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